domingo, 14 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Estupros e margaridas.
Nesse paradoxo sobre o qual eu caminho sem escolha, uma confusão
interna se cria e me sufoca. Quero ser simples e pura, e ao mesmo tempo
há uma necessidade absurda, e de origem desconhecida, de ser fatal. Fatal
no sentido sexo, é claro. Porque se juntar a morte, a dor e um orgasmo,
há um auge de sensações tão maravilhosamente extremo que parece a mim
ser o que chamam de felicidade. Sempre há um medo louco do que vem
depois. E ainda há uma fantasia ainda mais absurda de que há amor e
amizade em proporções tão intensamente límpidas que se eu chegasse ao
auge disso, seria capaz de atingir a serenidade pela qual tanto gritei.
Acho que no fundo não vou buscar nenhum dos dois, e sim seguir cega as
oportunidades que me aparecerem, sempre me mantendo na esperança de
algum auge sem sentido. Nada disso existe. Eu já disse que sou um
paradoxo cético? Mas ainda sim. É da minha natureza persistir e desistir
infinitas vezes na mesma coisa. Difícil mesmo é algo definitivo. Minha
alma tem vários pedaços. Alguns extremos aparecem vez ou outra. Hoje eu
fui os dois extremos. Será que a psicologia pode me salvar?
Azedoce
E a bala acabou com aquele gostinho azedoce de paranoia. De infância desprotegida, e aquele medo absurdo dos adultos maus que vão drogar você. E quem garante que minha vida não é uma alucinação? Todos eles mentiram para mim. Principalmente quando disseram que realmente havia uma verdade. E a infância não era a melhor idade, só a mais simples. Porque nela eu vivia uma ilusão.
domingo, 7 de abril de 2013
Como dizer boa noite.
Me sinto sozinha. Nem tudo é tão colorido quanto a gente quer. Ando um tanto cansada de repetir as mesmas coisas da mesma maneira. Cansada dessa minha morbidez e dessa solidão incurável. Queria falar um pouco mais simples, ser um pouco menos confusa. Conseguir dormir à noite. Dormir bem. Eles me dizem que eu sou muito nova para isso tudo, e eu nem quero ter a idade ideal. Às vezes eu só quero dormir pra sempre. Sou tão cheia de metáforas, que essa mania às vezes me atrapalha. Tenho problemas para ser direta e tomar decisões. Se torna mais difícil desabafar. Querida mamãe, não quero ser escritora. Quero ser simples. Quero ser organizada. Isso poderia se tornar um diário? E já não é? De que adianta se eu nunca sou lida... Ser ignorada me faz sentir invisível, e dispensável. Boa noite.





