quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
Lolita — Vladimir Nabokov
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Bonedog - Eva H.D.
Recitado por Lucy em I'm Thinking Of Ending Things:
Coming home is terrible
whether the dogs lick your face or not;
whether you have a wife
or just a wife-shaped loneliness waiting for you.
Coming home is terribly lonely,
so that you think
of the oppressive barometric pressure
back where you have just come from
with fondness,
because everything’s worse
once you’re home.
You think of the vermin
clinging to the grass stalks,
long hours on the road,
roadside assistance and ice creams,
and the peculiar shapes of
certain clouds and silences
with longing because you did not want to return.
Coming home is
just awful.
And the home-style silences and clouds
contribute to nothing
but the general malaise.
Clouds, such as they are,
are in fact suspect,
and made from a different material
than those you left behind.
You yourself were cut
from a different cloudy cloth,
returned,
remaindered,
ill-met by moonlight,
unhappy to be back,
slack in all the wrong spots,
seamy suit of clothes
dishrag-ratty, worn.
You return home
moon-landed, foreign;
the Earth’s gravitational pull
an effort now redoubled,
dragging your shoelaces loose
and your shoulders
etching deeper the stanza
of worry on your forehead.
You return home deepened,
a parched well linked to tomorrow
by a frail strand of…
Anyway . . .
You sigh into the onslaught of identical days.
One might as well, at a time . . .
Well . . .
Anyway . . .
You’re back.
The sun goes up and down
like a tired whore,
the weather immobile
like a broken limb
while you just keep getting older.
Nothing moves but
the shifting tides of salt in your body.
Your vision blears.
You carry your weather with you,
the big blue whale,
a skeletal darkness.
You come back
with X-ray vision.
Your eyes have become a hunger.
You come home with your mutant gifts
to a house of bone.
Everything you see now,
all of it: bone.
Recitação de Jessie Buckley interpretando Lucy no filme:
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Se
Liberty - Maps To The Stars
On the forehead of all my friends
On every hand held out
I write your name
~
On my school notebook
On my desk and on the trees
On the sand and in the snow
I write your name
On all the flesh that says yes
On the forehead of my friends
On every hand held out
I write your name
Liberty
~
On my school notebook
On my desk and on the trees
On the sand and in the snow
I write your name
On all the flesh that says yes
On the forehead of my friends
On every hand held out
I write your name
~
On absence without desire
On absence without desire
On naked solitude
On naked solitude
On the stairs of death
I write your name
On the stairs of death
I write your name
On health that is returned
On health that is returned
On danger that is left
Danger that is left
On help without memory
I write your name
On help without memory
I write your name
And by the power of a word
By the power of a word
I renew my life
I renew my life
I was born to know you
And to name you
I was born to know you
And to name you
Liberty
Liberty
quarta-feira, 1 de junho de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
Ausência
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."
Vicinius de Moraes, Rio de Janeiro, 1935
Encontrado em http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/ausencia
terça-feira, 29 de março de 2016
Os teus pés
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
- Pablo Neruda
segunda-feira, 28 de março de 2016
Todas as cartas de amor são ridículas
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Padlock song
So I take another drink
And put on a pretty dress
I put on a pretty dress
I put on my pretty dress
And I spend a lot of money
I don't have my mommy's chest
I'm too heavy, I'm too tall
I'm too big, she's too small
I would crush any soul
Don't you cross my way so slow
I don't really wanna go
I don't really wanna go
I am dieing, it's all wrong
I'll kill myself if I stay home
Money is the anthem of success
So I get down pretty nasty
And light up a cigarette
I'll light up a cigarette
I'll light up a cigarette
'Cuz I have to spend on something
This is what will make me glad
Sex is the anthem of everybody's joy
I'm sure it makes you prettier
To be their brand new toy
I won't be their brand new toy
Wanna be their brand new toy
Keep telling them to fuck me
But I really love you boy
Oh, boy
I'm not gonna stay on the backseat
And wait for you to get saved by God
Oh, boy
I'm really not into these spiritual chats
I just wanna hang out with you
And maybe stay on drugs
Oh, boy
If you just think I'm an angel
Or some sort of a demon
I have to tell you
You are so wrong
Death is the new anthem of success
They're still into beauty
And I keep on saying yes
And I pull off my new dress
And they might say I'm the best
I know how to move my body
But I am a huge mess
Inspired by
National Anthem by Lana del Rey
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Fernando Pessoa:
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Jout Jout - 50 perguntas e meia
1. Você gosta de pudim?
2. Qual a sua série favorita?
3. Você prefere vogais ou consoantes?
4. Você já conseguiu ganhar alguma partida de War?
5. Você deixa o seu celular pra vibrar ou pra tocar?
6. Você sente prazer em espremer cravos?
7. Você já brincou de "pin, pin, pin, pin poin, pin, poin, pin, pin, pin, pin"?
8. Você gosta de Romero Britto?
9. E de Jorge Vercilo?
10. E de Ana Carolina?
11. Se você pudesse parar numa idade, em qual idade você pararia?
12. Você se parece com o Dwight?
13. Se sim, num nível saudável?
14. Debaixo da sua cama e box ou bicama?
15. Você hidrata o seu cotovelo com cuspe ou com hidratante?
16. Você escova o dente antes de tomar café?
17. Se sim, por que você faz isso?
18. Você tem cicatrizes?
19. A cama da sua barbie era uma cama de barbie pequenininha ou um aglomerado de fita cassete?
20. Você abre o olho debaixo d'água... no mar?
21. Qual o seu signo?
22. E ascendente?
23. E lua?
24. Isso significa alguma coisa pra você? (Gesto de bater os cotovelos um no outro)
25. E isso? (Gesto de bater o lado de fora dos punhos um no outro)
26. Se uma pessoa que você ama está deitada numa rede, você pede pra se juntar a ela?
27. No seu miojo vai só o tempero ou algum outro ingrediente?
28. Que filtro você costuma usar no Instagram?
29. Qual o seu video de gato preferido?
30. Você gosta de JoutJout?
31. Quantas vezes por dia você carrega seu celular?
32. Você fala /píxar/ ou /pixár/?
33. Qual é o seu filme favorito da /píxar/... ou /pixár/?
34. Sete a um foi pouco?
35. Que time é teu?
36. "How are you doing?"
37. Quando te dão mantinha no avião, você leva ou você deixa?
38. Quão rápido você consegue falar seu nome ao contrário? O meu é Ailuj.
39. Quando você sai do banho, você se enxuga de cima pra baixo ou de baixo pra cima?
40. Você dobra as suas roupas assim (em duas partes) ou assim (em três partes)?
41. Você já ligou pra decidir o final de "Você Decide"?
42. Você acredita na energia dos cristais?
43. Com que frequência você faz tatuagens de Henna?
44. Você já viu o filme "A Árvore da Vida"?
45. Gostou?
46. Você tem um escudo contra vacilão?
47. Você já leu "O Segredo"?
48. Você conhece a Inês Brasil?
49. Qual a sua opinião sobre ela?
50. "Valeu a pena? Ê, ê."
50,5. Se você pudesse escolher três amigos pra -
sexta-feira, 10 de julho de 2015
quinta-feira, 2 de julho de 2015
"You are the love of my life. Everything I have and everything I am is yours."
Barney Stinson to his daughter.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Apelo de amigo
Volta pra casa
Volta pro colo
Vive de nada
Trabalha e reza
E se permite morrer
De velho
De novoutra vez!
O que éramos antes
Sem sonata de despedida
Sem carta suicida
Sem mágoa do amor perdido
Sem dor do pulso cortado
Sem desamparo
Engrandece esse ego porque?
Se é tão grande pode te esquentar
Volta pra casa, se enrola em si mesmo
Vive feliz, vive disso, vive daquilo
Apelo infeliz do teu eu esquecido
Volta pra mim"
terça-feira, 12 de maio de 2015
Eu quem roubo
Que eu quero
Me dá
Que eu preciso
Usar das tuas coisas
Pra provar que as minhas
Fazem todo o sentido
Me dá
Que eu abusarei
Em todos os campos da sabedoria
Que eu sei
Me dá
Não vou chamar de meu
Você perceberia
Se eu não fosse tão opaco
Que eu gosto disso
Me vende
Sabes que rende mais
Mas gostas do meu usar
Então me dá
Deixa eu aproveitar
Todas as tuas coisas
Não as jogue no mar
Continua entre nós
Me dá tudo
Não deixa livre
Porque isso pode se desgastar
Não deixa mudo o que se pode gritar,
Não toca tudo no mar
Me dá..."
- Nícolas Arths em cafeoucigarro.blogspot.com.br
domingo, 12 de abril de 2015
Liberty
On all the flesh that says yes
On the forehead of my friends
On every hand held out
I write your name
[...]
Liberty.
Paul Éluard
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Sem nome, sem fome, sem ar
Até o galho mais forte
da árvore mais resistente
não aguenta
o abandono do pássaro;
mas o pássaro sabe
que sempre haverá
outras árvores.
Você é o meu pássaro.
Aquela tempestade da qual você fugia
Quebrou seu galho preferido.
Não tenho mais espaço pra você pousar.
Te amo.