I nervously dress up
So my mom won't realize
You've turned me into
A purple pie.
I like the danger
But I'm likely
To run away,
Don't worry
I always come back
Like a bus or
The willing to sleep.
I daily put
A cheap collar
On to nikki's neck
And she's about
To become
Your little cunt.
It feels good
Once in a while
To let the chains
Out of my hand.
I sense disaster coming
To ruin us
I'm a bad bunny
And you know it.
Maybe nikki is just scared.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Bunny and Mr. T.
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Uva
Você me pede para te escrever um texto
Não sei se você sabe
Tenho vontade de compartilhar contigo
Todos meus devaneios
Desejos, dores, tudo
Que me for possível
Quero que você me quebre em pedaços
Porque sinto que só você
Pode me colar.
Faz uma torta de mim, amor
Eu te escrevo um quadro
Te pinto um mundo
Te planto flores
Eu só não consigo regá-las
Ou salvá-las da morte
Eu fujo de ti
Esperando você me buscar
Ou meu pé direito arrebentar-se de novo
Esperando você me arrebentar.
Você me pinta igual aquarela
Eu quero você seja mais
Porque tenho gostado do que vejo
E é incrível
Ver alguém existir
Eu tenho estado morta
E tosca
Tenho sido desbotada
E louca
Você faz de mim um presente
Um mimo de viagem, um bibelô
E quanto mais vezes
Você taca sua bonequinha de porcelana
No chão
Me amassa igual pão
Integral, ou pizza
Mais eu tomo gosto
Cor, forma
Mais eu me sinto aqui
Viva
E feliz.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Joãozinho, a sereia
Tiram sarro de mim
Dá para ouvir as gargalhadas
Manchando o box do chuveiro
Espalhando tristeza
Onde eu passe.
Minhas próprias coisas
Porque não confio
E sou sozinha
E um erro meu pode doer
Infinitamente menos
Que o de outro.
Pelos meus próprios desastres.
Cabelo no ralo,
Sangue na coberta,
Quadro quebrado.
Preso dentro de um quarto
Quatro paredes e vozes
Que o silêncio não corta
Não cala, distrai ou ofusca
Eu sou a tentativa vã
De respirar
Debaixo d'água.
Your Reality
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Entrega
Cinco e meia da manhã
Eles me trouxeram
Meu sentido de volta.
Era cedo, então
Virei-me de costas
E apaguei.
Às seis e cinco
Despertou-me Monika.
A vida era falsa, ainda,
Eu não queria acordar,
Viver.
Às seis e dez achei
Sobre meu travesseiro,
Espalhado entre minhas cobertas,
Lambuzando meu sono;
Meu sentido de volta.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
quinta-feira, 23 de agosto de 2018
Via expressa, Bonsucesso
Pelos cacos de vidro
De uma mureta
Pra mim o maior absurdo
É o teor humano da violência.
Sou apenas medo.
Um medo tão imenso e paralizante
Que tento cobrir-me de coragem,
Resignação perante a morte
Que iminente me apavora.
Antes ela,
Que meus outros fantasmas.
Meus pés e olhos inchados,
Seco minhas pálpebras,
Sufoco um grito de socorro
Em meu esôfago.
Tenho estado morta,
Mas a dor não finda
Ou findará.
And a phone rings.
No cotovelo de outro
O cotovelo de alguém
Na minha cara
Meus pés em chamas
Um cadeirante
Tentando abrir
O mar de gente
Uma gestante
E o sol dourado
Que finda a tarde
Minha solidão sonora
Meus ossos estrelados
E o insuperável choque
Perante o poder do homem
Ao desumanizar-se
"Somos apenas
Sobreviventes",
Um me disse
O que é esta decadência, afinal?
"Os outros seres
Não abstraem".
Sou então um sopro,
Neblina ou fumaça,
Algo que se apaga.
Um corpo enlatado,
Resíduo de ser.
domingo, 19 de agosto de 2018
Candles
E em meus pés
Escorre a escuridão;
Tento domar o medo,
A solidão que me abre
E dilacera aguda os meus rituais;
Faço oração;
Escrevo meu texto morno,
Asso meu pranto;
Floresço em meu esôfago
O silêncio
Mantenho meus pés aqui
Aço e verniz.