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sexta-feira, 22 de março de 2019

Enigma

The beast inside of me
Must be fed
But it feeds with poison
And I wish to live
There's a whole bible
Of nude, crude truths
I must not tell you
I scout you from above
I scan you, and confirm
You're not tough enough
And I'm too sick to teach

I'm a very difficult dillema
An unsovable one.

Neither of them can live
For my appetite is wide and lasting
And each one carries a piece
Of the same wish
To finally finish the others
Then, conqueer my soul.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Braços

Cada abraço tem vida própria
Única
Como um ser
Que fosse nascido
Pra morrer em alguns instantes

Às vezes não te toco.
Os dias nascem e morrem
No horizonte cego
E estou longe.
Não sinto seu coração,
Não sei das coisas que faz,
Do mundo que sente,
E nem se te arrancasse os olhos,
Me fizesse lente,
Eu conseguiria enxergar tal qual.

Às vezes não nos conhecemos.

Tem dias
Em que escuto pelas frestas
Um eco distante de teus murmúrios,
O arranhar macio de tua digitais
Marcando toda a parede do corredor.

Tem dias, sei,
Em que me ouves chorar
Baixinho, baixinho
Sob as cobertas
Dizendo que perdoo o carnaval
Por despedir-se assim
Sem me encontrar.

E se me encontra tu
Ou ele,
A festa da morte ou
Um sonho breve de depravação,
Eu conheço meus dois braços gordos
De sempre
Que não os reconheço no espelho
Mas que sei usá-los
Prontos para atar em ti
A minha solidão.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Bcs of my guilty thoughts

Me desculpe
Pelo peso que te dei
Pelas noites acordado
Pelas camisetas usadas
Pela comida da tua casa
Pelas lágrimas de sexta
Pelo ar condicionado
Sempre frio demais
Pelos roxos na tua pele
Pelo teu braço e teu pulso
Por não parar de me contorcer na cama
Por te prender de barriga pra cima
E pela tua coluna ferrada
De montar em mim
Me desculpe
Por ter te machucado aquela hora
Unha e menta
E por quase te derrubar da cama
E pelos sustos no meio da noite
Pelos meus pesadelos
Pelo poder que te dou
Com responsabilidades
Por todos os erros que cometo
Pela minha negligência
Por ter te deixado pensar
Que preferia outra boca
Por não gozar o suficiente
Por te amar o suficiente
Pra não querer te deixar ir
Por ser isto
Que sou
Uma bagunça de dores
E de amor
Incompreensível
Interminável
Indeterminado.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Comida Enlatada

O mundo desmorona lá fora,
Você,
Mora dentro de mim.
Me povoa,
Gente falando alto e cores,
E cheiros e música agitada,
Pimenta nos petiscos,
Calor espetando a pele
Você me faz um pedaço da Índia
Pareço viva
Como não fosse um pedaço
De depressão
Carne de soja,
Molho de tomate
Durmo enrolada
Em sua camiseta preta
Temperada
Com cheiro de moradia
De você habitando meu estômago
De todo o mundo
Que você acorda
Dentro de mim.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

The otter and the other

Get me out of my home
But let me keep my babies
Cut my money in half
But let me keep my babies
Take over my time
But let me keep my babies
Keep my sanity low
But let me keep my babies
Please,
Let me keep my babies

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

sábado, 2 de fevereiro de 2019

sábado, 26 de janeiro de 2019

Abandono

Me desculpe pelo chumbo que te dei
Eu já não aguentava
Meus pés estavam exaustos
Eu nunca quis te ferir os joelhos

Mas você me cedeu as mãos
Como pedindo por algo
E tudo que eu tinha era este peso
Este chumbo deformado
Para partilhar

Eu estive cansada
Por tantos anos
Bordando e pendurando
E ensacando minhas mentiras nas costas

Minha tentativa desesperada de
Ser amada
Receber afeto
Existir

E falseando gestos gentis
Pelos fios de cabelos
E pelos corporais
De diversos
Variados seres
Borrados, cintilantes

Você me deu um colo para descansar

Mas eu ainda carrego meu peso
Acorrentado no lombo
Passos lentos
E pés mutilados

E peço que me devolva
Meu chumbo entortado
Mas já é tarde
Seus braços nunca serão os mesmos
Depois da dor
Que te presenteei

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Fim

Me diz como fechar aquele texto
Como interromper essa goteira
Como socorrer-me de mim
Me põe nos braços
Não como filha,
E sim vítima
Uma deslumbrante figura
De personalidade intragável
Me diz como voltar para a tua casa
Sem perder-me de mim
Me diz como que eu faço
Para te amar
E continuar amando
Como é sempre esperado
De mim
Me ensina a ser humana
A ser alguém
Digno de berço e cova
Digno de ser lembrado
No fim.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Madeira, Carne, Aço

Não te conheço.
Não sei teu nome, de onde veio
Não sei teu cheiro,
Gosto amargo de vida,
Onde ficam tuas feridas
As que estão abertas, cerzidas
Nunca te vi.
Não ouvi tua voz cortante,
Teus dedos ásperos
Arranhando meus medos
Não te conheço.
Te encontrar não é como
Voltar pra casa.
Me cobrir de poeira
Enquanto o sol nasce,
Não é como nascer
Pela primeira vez.
Não te conheço.
Não sei teu nome
Não sei o que te esmaga por dentro
Os nós que te travam os pulmões
Tuas febres às três da manhã.
Não sei dos pontos de veludo
Camuflados nos espinhos
Não sei do vinho branco
Ou como alcoolizam teus lábios
Não sei sobre como se movem
Suas mãos
Sobre instrumentos vivos.
Não te conheço.
Mas se me der um nome
E uma chance,
Se me der um segundo pra pensar,
Se me puxar pra perto,
Respirar bem fundo,
E fizer bastante silêncio
Por alguns instantes
Vai ouvir meu peito dizendo
Sobre como eu quero te conhecer.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Despedida

Cresceu para se tornar
Alguém que eu não amaria
Agora vive as próprias mentiras
E está prestes a pagar as próprias contas
Encontrou um sentido na vida:
Não ser.
Como tenho insistido que ser
É tudo que pra mim há,
Ele há de se tornar
O que desejou para si
Em seu caminho sóbrio
Regado em ódio,
Sacrifício e pedestais.
Não sinto falta
Porque aprendi a ser só.
Achei que não viveria
Mas vivi
E nesta vida que tenho agora
E vivo só
Ele não encontra mais espaço
Para me encontrar.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Messenger

Ainda te amo.
Ainda também o amo.
Talvez sempre tenha amado aos dois.
Por amá-los
Porque quando amo morro
Sem morrer,
Só vou me machucando,
Perdendo peças
Virando cacos;
Pelo tanto que me feriram,
Não posso tocá-los
Fingir que existiram um dia
Humanizar-nos.
Preciso seguir perdendo
A voz, os laços
E a vontade de existir.
Eu vivo apenas por instinto
Sobreviver, fazer arte,
Enxergar o mundo.
Se eu tivesse escolha
Teria escolhido te amar.
Ou a ele, se você não estivesse.
Mas ninguém escolheu amar-me.
Então sigo só.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Baú

Se você ainda fosse meu,
Eu te dizia
que a minha cama
não range mais.
Talvez você viesse me visitar.
Só pra testar a cama, conferir.
Talvez você me quisesse de novo.
Mas só se você fosse meu.
Se você ainda fosse meu,
Eu trocava os lençois,
fazia janta pra gente,
colocava um filme
pra ter do que te distrair.
Te fazia um convite.
Aqui tem suco roxo, comida,
Aqui tem eu.
Vem me ver.
Se você ainda fosse meu.
Eu podia te mandar uma carta
Dizendo que eu te amo, que sempre amei.
Que não estava te usando
Como estava,
Que meu coração partiu em pedaços
Quando você se foi.
Mas você não sabe que foi.
Você nunca esteve comigo, não é?
Nunca foi meu.
Se você fosse,
Eu te mostrava minha parede nova,
Meus quadros,
Meu quarto decorado,
A cama alta,
Com um baú pra te guardar dentro.
Se você fosse meu eu te escrevia esse texto
Pra você continuar me amando,
Mas você não me ama mais.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Medo

Quando você parte meu nome ao meio
E segura meus braços,
Eu te amo.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Suspiro

Vi poesia nas pétalas brancas
Vi poesia na minha cama com teu cheiro
Vi poesia no derradeiro suspiro
De motivação
E quase que não escrevo
Quase que desisto
De acordar

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Edifício Central

E enquanto a freira
Cruza a fachada
Da loja de chocolate
Eu bebo um gole
Da minha cerveja quente
Pra ter coragem de viver
E de ir ver alguém
Que nunca vai me amar

Sou só
Sempre serei só
E não me nota a freira
Ou os chocolates
Não me percebe a cerveja
Enquanto me estraga

Nenhuma palavra
Vinda de mim é válida
Meu corpo é tralha
Minha mente é rastro
De algum obituário

E no meu itinerário
Entra você
Pra me puxar
E me salvar
De desaparecer

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Te escrevi um texto

Não tenho sido
Quem você um dia conheceu
Não tenho sido a menina
Que corta os pulsos,
Seu depósito de lágrimas
Não tenho sido a menina que escuta
Madrugada adentro, o dia inteiro
Ainda faço piadas
Lembro um pouco, vagamente
De quem você costumava ser
Sou outra
Não sei mais como era
Quem você chegou a conhecer
Não tenho absorvido
Gírias absurdas
Mas vez ou outra escolho
Algo sem graça pra repetir
Não tenho pensado em ti
E nos diversos problemas que tivemos
Mas hoje pensei
E não sei por quê
Talvez eu só não possa te dizer
Não tenho sido
Quem você esperaria de mim
Mudei
Dormi e acordei vezes demais
Viva, sobrevivendo a tudo que tem sido
Digerindo todas as semanas
Amando compulsoriamente
Outros mortais
Não tenho sido o anjo decomposto
Que te dava abrigo
Tenho sido fogo, vivo e ardendo
Tenho sido madrugadas epiléticas
Tenho sido o pânico na sala de estar
Tenho sido tudo, menos algo
Que poderia te confortar
Mas hoje lembrei teu nome
Queria te enviar uma mensagem qualquer
Como você está?
Não tenho sido constante ou frequente
Não tenho sido gentil
Ou coerente
Mas você gostaria de falar com a consequência
Do que fomos nós
(e mais um pouco)?
Não tenho sido quem te conheceu
E não me recordo bem
Teu jeito de falar
Mas me conta
Quem você tem sido?
Como você está?

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Perdão, eu acho

Se eu morrer no teu abraço
Mais uma vez,
Você me perdoa
Por ter sido pesada,
Por ter sido triste,
Por não ter sido tua, nem minha,
Nem de mais ninguém

E se eu fechar meus olhos
E meu corpo esquentar, aflito
Você me perdoa
Por ter chamado o teu nome
Durante o sono
Por ter te retornado as ligações
Por ter decicido fazer
O que decidi fazer

E se eu chorar na tua camiseta
Você me perdoa
Se eu fechar meus punhos
Enquanto esmago tuas costelas
Se eu parecer sufocar
Você me perdoa
Por ter sido essa pessoa que tenho sido
Por ter sido sozinha
Por ter sobrevivido a tudo que sou

Se eu te chamar de madrugada
E uma última vez pedir socorro
Porque teus braços tão longe
E eu me sinto só
Você me perdoa
Por ter desaparecido tantas vezes
Por ter sido egoísta como sempre
E por depois de tanto tempo
Ainda te amar

terça-feira, 7 de março de 2017

See you later

I kissed you g'night
And went out
Every human in my way
Saw you on me
The sadness
Was melting my face
Not again,
Just for this time
I was in there.

So, I called him
No I didn't
But he wanted to see me
As you didn't
And I was tired
Of crying in the subway
And I was tired
Of fighting
For a lost cause.

Then, for a second
Your existance stopped
Just for a while
'Cause I didn't want to see
Myself hurt
And I got lost into his
Barbwire fingers
And I found safety
In his slippery lips

He was with me
And you were not.

So, I tried to realize
And to accept
Being unloved by you
Wouldn't rip my love too.

I noticed
That I could breathe
Without you
And I knew
I couldn't capture
You inside me.
I had to let you go.
But, did you want to?

He held my head
Right close to his
And said:
You have to wait.
You have to wait.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ichi me

I don't know if it's the jokes
I don't if it's because I got spanked
But I sure feel less lonely
When Kyler is around.

I don't know if it's because I feel raped
Or if it's the way I have to beg him to choke me
But I swear I feel less lonely
When he's around.

I don't know why does is worth so much
San cigarettes, ni beers
I don't know why is the smoke so necessary
But I'll tell ya
When my lungs are not working
I forget I am alone all the time.

I could be somewhere else,
Dressing in another way
I can even call myself another name
But nothing changes.

It is inside me
And at least I have to try
To pull it out.

I don't know what's left
For me to do about my life and everything
I have it all that I could want,
Sometimes I think.
I don't know why I keep on crying every night.

My heart beats fast.
Another day,
Oh, not today.
I have to say
I always try to do my best.
But will it last?

I know a lot
About the world,
About my past.
There will be times
When I'll forget
'Cause I'm depressed
But if there's one thing I know
It's that I'm not supposed to be dead.