I roll on glitter every night
My mom should think it's fine but
She says it's dirty
And I feel like cuddling
With dead butterflies
What you sugest me to do
About my pair of pool eyes?
Will you give me one last kiss
Before I say goodbye?
I close mes yeux in the light
And open again when it's dark
It ain't about falling apart
It's the sweetness of silence
And it's sparks
Even the stars go sleep in time
And I ain't
But I will
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Sparks and shift
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Midnight time sadness
I have fucked up wrists
And my red iced tea
I have a dope sadness
And deep inside
I'm broke
But it's okay
It will be fine, at least
Even if I have to cry
Another river
On the subway
Anywhere
Even if have to fight
Another week
I'm here
I'm here
I'm here.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Eterno retorno
Amor comigo é complicado
Dia amo, dia desamo
Dia morro, dia existo
E às vezes desapareço só de graça
Na sexta me sinto sozinha
Na semana seguinte te odeio
E sem rodeio, domingo eu me deito nos teus pés
Amor comigo é complicado
Ora me amo, ora não amo
E tem momentos em que é impossível
Nutrir amor
Seja por quem for
E se não dou notícias
Do que tem sido minha vida
Ou se ainda penso nos teus dedos e nomes
É complicado
Meu tempo é circular
E eu não sei se vou te amar
Mais uma vez, pela manhã
Eu não sei se na esquina
Algum outro me espera pra me distrair
Não sei
Se volto pra você
Antes de ir embora daqui
Perdão, eu acho
Se eu morrer no teu abraço
Mais uma vez,
Você me perdoa
Por ter sido pesada,
Por ter sido triste,
Por não ter sido tua, nem minha,
Nem de mais ninguém
E se eu fechar meus olhos
E meu corpo esquentar, aflito
Você me perdoa
Por ter chamado o teu nome
Durante o sono
Por ter te retornado as ligações
Por ter decicido fazer
O que decidi fazer
E se eu chorar na tua camiseta
Você me perdoa
Se eu fechar meus punhos
Enquanto esmago tuas costelas
Se eu parecer sufocar
Você me perdoa
Por ter sido essa pessoa que tenho sido
Por ter sido sozinha
Por ter sobrevivido a tudo que sou
Se eu te chamar de madrugada
E uma última vez pedir socorro
Porque teus braços tão longe
E eu me sinto só
Você me perdoa
Por ter desaparecido tantas vezes
Por ter sido egoísta como sempre
E por depois de tanto tempo
Ainda te amar
quinta-feira, 4 de maio de 2017
Desistência
Um café
Dois olhos pintados de preto
E o amuleto,
Sabe como é
Insistentemente
Repetindo
"Por que estamos aqui?"
"Por que preciso existir?"
Que ainda me resta
Se é que resta
Eu me levanto da cama
O corpo quase morrendo
Eu me sento
Porque calar é ruim
E eu não tô mais suportando
Estar aqui
Mais uma vez
Eu levanto e saio de casa
Tentando não falar de morte
Não falar de amor
E não ficar em silêncio
E engolir mais um dia
Com manteiga e leite
Com agonia
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Posse
Tenho olhos de quem tem chorado
Um cabelo desgrenhado
Umas roupas largadas no chão
E tudo mais
Tenho versos espalhados
Para pessoas do passado
E um milhão de vezes escrito
"Eu não aguento mais"
Tenho um corpo
Que parece
Não ser inerte
Como os outros não são
E uma mente
Que a quase ninguém importa
Parece ter se perdido
Na confusão
Tenho uma vida
Que me deram
Como tudo têm me dado todos
Sem merecimento, sem lar,
Sem aconchego
O que nunca foi pedido me deram
E eu tenho (sem apego)
Tenho muito mais que muitos têm
Mas se a posse nada é
Perto de acordar todos os dias
E ser
Eu não tenho nada
Senão a minha vontade
De morrer
As coisas que a gente deseja
Meu corpo em água fervente
E de minha pele ardente
Limpar
Toda a sujeira
Que tenho carregado comigo.
Queria me afogar
Em Lysoform
Ou qualquer desinfetante
E matar todos os germes pulsantes
Que tenho no dentro acolhido.
Queria eleger um inimigo
Que não tivesse minhas mãos,
Os pés e o mesmo sapato preto,
Que não carregasse o mesmo
Verde amuleto
No peito.
Queria não ter que receber
Os incontáveis tapas
Que tenho merecido,
Queria antes ter sido
De fato, uma pessoa melhor.
domingo, 30 de abril de 2017
Para tu, ou quase
Te escrevo este texto, hoje
Que seria pleonasmo chamar de triste
Já que tenho sido triste
E escrito textos
Durante toda a minha vida
Te escrevo este texto, triste
Porque não dá pra ser mais previsível
Quando se trata de mim
Eu sou um livro aberto, você sabe
E sempre te escrevi textos assim
Te escrevo este texto, ainda
Porque sinto sua falta
E te amo
E sei que um dia fomos
O que tenho reclamado de não termos sido
E me sinto angustiada
Por tudo ter terminado dessa forma
Te escrevo este texto, hoje
Tentando mais uma vez
Suportar a solidão dos dias
E o incessante dilúvio de lágrimas
Dentro do meu peito
Eu sou uma represa, e coisa e tal
Você talvez não veja desse jeito
Te escrevo este texto, nua
Enquanto meu corpo, aos poucos
Perde o calor que tinha
Porque toda a roupa que tenho vestido
Não faz jus aos teus abraços
E aos teus olhares confusos
Tua distância ainda era mais quente
Que perambular por essa rua
Te escrevo este texto, agora
Um texto triste, que já demora para terminar
Para mostrar que tomei muito tempo
Para te deixar
E que ainda me doi todos os dias
E mesmo que eu precise matar
Tudo que resta
Derramado nos teus olhos
Eu ainda sou tua
E como me doi ser tua
Espalhada nesse palco vazio
Que é existir
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Acervo
Encontrei um acervo
De sujeiras tuas no meu HD
Mas agora tanto faz
Você morreu
E eu não me importo mais
Com as tuas sujeiras
No meu computador
Ou seja como for
Faz tempo que eu já não te amo,
Meu amor
E para não soar assim tão fria
Tão concreta
Quanto os enormes prédios
Da minha cidade insípida
Eu desperdiço um sorriso
Com uma ou duas fotos nossas
Que bonitos eles dois
Não somos nós
Mas éramos lindos
Quando éramos nós
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Hábito
Desperdiço meus minutos
Sentindo raiva de ti
Poderia estar talvez
Lendo um livro
Tendo um filho
Me aproveitando melhor
Desperdiço pensamentos
E energia que não tenho
Guardando mágoa de ti
Poderia estar morrendo
Poderia estar rindo
Mas estou aqui
Em mais um dia perdido
Pensando
Em como tenho mágoa e raiva de ti
Poderia não estar mais aqui
Talvez assim nunca tivesse te conhecido.