terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Smoky Shower
How many hours have you spent,
Wasting money
And life
Who do you think you're fooling?
Who do you think you're hurting?
Stealing daisies from her garden,
Throwing yourself
In the garbage
Is this a scream for help,
A suicide attempt
Or maybe a desperate cry
For feeling alive?
Helpless,
Useless
And self-centered
Who are you, really?
Who do you mean to be?
Do you even wish to be alive,
Still?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Fotograma
Me lembro dos nossos cigarros de camomila
Como se fosse ontem aquela tosse
Aquela luz azul alinhada em você
Me lembro dos cabelos dele me afogando
E dos pés de sustentação
Aqueles pés gigantes que me desconectavam
De todas as vezes em que ele me torturou
E eu ainda o amo
E eu ainda tenho vontade
De te queimar a pele com meus abraços
E os cigarros acesos
E o meu pulmão em brasas
Eu sinto falta da fumaça que me adoeceu
E hoje sou alérgica
A homens intensos e a tudo no vento
Eu sou alérgica a mim mesma na frente do espelho
Porque sei o que desejo e necessito
Sou coxa de mim
Mas entre um desatino e outro
Entre os flashes e frames da vida real
Nos quais me percebo de repente
E sumo
Eu me lembro
De quem
Ou do que
Eu costumava ser
sábado, 5 de janeiro de 2019
Obliviate
I never write it down
Because I need to forget
I'm scared to even think about it
I have no strenght to even cry for it
I make a tea at two and thirty
I'm scared to sleep
With all the nightmares
Hunting me
As vivid memories
Of fear and despair
I wanna leave this life
I have no other way out
And it hurts
My throat and face
My lungs and teeth
It hurts my ears
And every little piece
Of my shattered spirit
My red pair of eyes
Seem to be two smashed berries
Two rotten cherries
A bag of sadness and pain
I cry
And cry
And cry
And smell my tea
And try not to fall appart
And cry
And I feel hopeless
Homeless
Lifeless
Try to forget the reason
Again
Again
Again
Another flashback trauma
Another bad dream
Just a bad dream.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
My Little Princess
Me masturbo
De forma perversa
Para esgotar a ira
De ser violentada
Enquanto assisto a um filme
Que retalho
Em meio aos meus suspiros
Agonizantes
E o sol nasce.
Eu me derreto
Um bicho
Pronto para o abate
Enquanto o ar congela
Minhas vias respiratórias
E me infecta por dentro
Eu sou um poço de perversão
E violência
Um demônio em sacrifício
Flechado em seu olho direito
Esperando a morte
Eu sou a combustão
De um material tóxico
Vadia abusada
E destruída
Roubada de si no início
Espírito assassinado
Demolido
Destroçado
Algo entre a podridão e sexo
O chumbo que carrego, a culpa
Por ocupar espaço
No mundo.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Sonhos
Acordei mais uma vez
Com essa rejeição pela realidade
Não que em meus sonhos seja melhor
Não tenho sonhos lindos
É só que neles tudo é tão imediato
Eu não sou responsável pelo meu futuro.
Quando eu acordo
Preciso de energia
E me falta
Preciso de vontade
Não tenho
Preciso satisfazer alguma coisa
Meus desejos estão mortos
Enterrados
Não tenho motivo para levantar
Tenho compromissos
Coisas que me tiram de casa
Que me levantam
A constante necessidade
De comer açúcar
Pra ter energia
Alguma
Não quero ter energia
Ou fazer coisas
Quero fechar os olhos.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Antrax
Eu fracassei.
Desde meu fígado,
Aos prantos,
Ao meu pulmão
Cauterizado-
Eu fracassei em tomar banho
Manter-me limpa de mim
De minhas desesperanças
E desejos desgraçosos
Fracassei em escovar os dentes
Passar fio dental
Acordar pela manhã
Dormir pela madrugada
E sobretudo na exaustiva tentativa
De encontrar um sentido pra viver.
Não tentei.
Por um dia, deixei passar,
Vi se acumularem em meu quarto
Os restos empoeirados
Meu antrax,
Pedaços de alimentos,
Objetos perecíveis,
Roupas contaminadas
De mim,
Da minha sujeira,
Do meu descaso e tristeza
E meu quarto agora carrega
O cheiro morto da minha alma.
Eu não cumpri com meus deveres,
Não fui pontual,
Não organizei minhas coisas,
Estendi a roupa no varal,
Eu não lavei uma louça,
Ou economizei dinheiro,
Ou fui gentil.
Eu desabei no chão da sala
Com aquela garrafa de bebida
Que espatifou dentro de mim
Mastiguei o tabaco cru de meus cigarros
Igual se fosse a carne crua da vida
Da morte e da violência
Da minha vontade de morrer.
Não tenho gosto por isto
Por esta vida vazia
Tudo que sei é pútrido
Corrosivo e doente
Tudo que sei está morto,
Como eu,
Em 30 dias
Deixei de existir.
Happiness
There's something about
This dense sense of happiness
That kills my soul
From inside
The closer I get
To these very living people
In flesh, sweat and sound,
The nearer I find myself
To smell the poisoning herbs
Trapped and anchored
To life,
The less I know
About what happiness really is
And less I know
About who I even want to be.
Death has been
For all these years
My dearest friend
My only companion
To be free
Is to experience
An unending emptyness
A doubtable sort of existance
I never know if I was ever there.
So, I lock myself in.
Turn down the lights in my room.
Pretend I don't exist,
Try to breathe instead.
Because,
If I go out another time,
I will get hurt,
I will wish to get hurt,
And I will search for my pain.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Destoante
Não sou de aparências
Não quero ser
Se perco a linha
Se me perco e peco
Perante meus próprios princípios
Se rogo a morte de outro
Se me revolto
Sou a consequência de meus atos
Não rezo ou peço perdão,
Assumo a culpa
Não sou a vazia justificativa
Daqueles que falseiam o ser
Sou meus machucados, cicatrizes,
Matéria orgância
Excessos expelidos de mim
Sou o sebo, o caos, o medo
Mas não sou a reprodução condenada
Repetição programada
De tudo aquilo que já fracassou
Sou o feio,
O desprezível,
O deplorável.
Aquilo que há de mais humano
Na sociedade,
Sou em mim
O que nos torna todos reais.