quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Oscilação.
Era como passar um dia inteiro sentindo o mesmo orgasmo. Não acontece, sabe? Esse tipo de sentimento, ou sensação acaba. E acaba logo. E assim foi com a paz. A paz dentro dela derreteu. A realidade consumiu e destruiu toda a fantasia. Ela estava novamente sozinha, e desejava ter dado uma última olhada... Ela não teve tempo de se despedir da ilusão. Foi arrancada e lançada contra a frieza densa do concreto. Sentia uma dor interna que conseguia ser algumas muitas vezes maior que qualquer dor que ela se provocasse. Se sentia inferior, humilhada como naqueles vídeos de fetiches bizarros que ela costumava assistir. Sentiu asco da situação. Desejou sufocantemente uma corda para laçar seu pescoço... Levou a mão aos próprios cabelos e puxou vagarosamente, mas usou toda sua força. Gritou. Gritou o mais alto que era capaz, porém não pôde ouvir nenhum som. Estava tão perdida entre os pensamentos barulhentos e confusos, que não soube dizer se sua voz ainda existia. Tentou chorar, mas seu organismo não permitiu. Malditas lágrimas. Malditas teimosas e intransigentes. Deitou-se no chão gélido e áspero e adormeceu emocionalmente exausta. Dormiu por um bom tempo.
Quando acordou, estava sozinha consigo mesma. Não sentia frio. Tampouco calor. Não sentia nada. Observou o nada e pensou.
"Lobotomia."
Quando acordou, estava sozinha consigo mesma. Não sentia frio. Tampouco calor. Não sentia nada. Observou o nada e pensou.
"Lobotomia."
A incoerência sempre será doce.
A doçura sempre será incoerente.
O medo que me toma, maior que tudo.
De atingir, de ser descoberta, de ser conhecida.
Não almejo a fama, holofotes, reconhecimento em grande escala.
Quero apenas tocar e ser tocada.
É tudo que me importa.
Nesse trajeto falho e secreto, houve um deslize.
E como tantos outros, agora este exige reparos.
Precauções.
A url e o nome do blog mudarão.
Não sei ao certo por quanto tempo,
Ou qual será a nova identidade da única permanência que me restava.
Sempre serei doce incoerência, por dentro de todo o resto.
Com novos nomes, faces, e textos que não devem ser lidos,
E que porém, permanecem expostos ao acaso.
Sempre serei doce incoerência, e aqui reside a minha sanidade.
28/08/2015 - 01:15
O medo que me toma, maior que tudo.
De atingir, de ser descoberta, de ser conhecida.
Não almejo a fama, holofotes, reconhecimento em grande escala.
Quero apenas tocar e ser tocada.
É tudo que me importa.
Nesse trajeto falho e secreto, houve um deslize.
E como tantos outros, agora este exige reparos.
Precauções.
A url e o nome do blog mudarão.
Não sei ao certo por quanto tempo,
Ou qual será a nova identidade da única permanência que me restava.
Sempre serei doce incoerência, por dentro de todo o resto.
Com novos nomes, faces, e textos que não devem ser lidos,
E que porém, permanecem expostos ao acaso.
Sempre serei doce incoerência, e aqui reside a minha sanidade.
28/08/2015 - 01:15
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Doce neve.
Pequeninos flocos de alegria esverdeados flutuavam vagarosamente até o solo descuidado. Sentada debaixo de uma árvore solitária, ela os observou. Era realmente irônico o modo como ela se sentia aquecida naquele momento. E não era a roupa que ela vestia, ou nada que ela estivesse bebendo. Também não era por causa da árvore que lhe protegia. O calor vinha de dentro. E o mundo parecia girar devagar. Ela constatou sem muito entusiasmo a anomalia daquele clima. Ali não devia nevar. Ela só usava um vestido de comprimento médio, e sapatilhas azuis. Se descalçou e foi para debaixo da neve. A velocidade dos flocos aumentou. Ela correu entre eles e rodopiou. Dançou e girou até se desequilibrar e tombar no chão. Olhando para o céu, adormeceu.
Quando acordou, estava debaixo da árvore novamente. Coberta por um tecido macio, e cercada de um tapete branco reluzente até onde sua vista podia alcançar. Sentiu que sua nuca estava apoiada na perna de alguém, e uma mão tocou sua cabeça carinhosamente. Ela não se levantou, não se virou, e nem mesmo disse alguma coisa. Não se perguntou quem era. Levou a própria mão à mão desconhecida e sorriu para a neve que refletia lindamente o brilho do sol. Perguntar para que? Ela estava bem. Estava em paz.
Quando acordou, estava debaixo da árvore novamente. Coberta por um tecido macio, e cercada de um tapete branco reluzente até onde sua vista podia alcançar. Sentiu que sua nuca estava apoiada na perna de alguém, e uma mão tocou sua cabeça carinhosamente. Ela não se levantou, não se virou, e nem mesmo disse alguma coisa. Não se perguntou quem era. Levou a própria mão à mão desconhecida e sorriu para a neve que refletia lindamente o brilho do sol. Perguntar para que? Ela estava bem. Estava em paz.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Fim não é triste
Triste é quando ela vai embora... Ela, aquela pessoa com quem você costumava se importar cerca de um ano atrás. E aí você começa a questionar se ainda se importa... É fácil lembrar das sensações, fácil lembrar dos sentimentos ruins, e até dos bons. Mas lembrar dos detalhes... Isso se torna difícil. E então eu começo a me perguntar por que ela importava tanto pra mim, sabe? Como a coloquei em posto de tão grande importância, e como ela caiu de lá assim tão fácil. É confuso quando termina. Quando termina o que você mal chegou a definir, e lutou tanto para manter. Mas não foi forte. Não o suficiente. Triste é ver mudar uma realidade tão cômoda de um passado tão recente. É não poder fazer nada a respeito. Triste é se sentir mal por desistir, e mesmo assim não conseguir mais tentar. Triste é ter saudade de um sentimento que não existe mais. E ter que dizer adeus pra si mesmo. Triste não é o fim, mas o recomeço incerto, e a nova busca complicada da compreensão.
Que tal um chá?
Renasce, ou permanece essa ânsia de ser escritora no sentido clássico da coisa. Escrever à mão, ou numa anciã máquina de escrever, com café do lado. Quem sabe um cigarro? Sentir a poesia fluir sem rumo e transpirar sem esperar. Porque vivo, escrever. Porque talvez seja isso que eu sou. Talvez eu seja fruto dessas palavras tortas que não me servem para explicar a ninguém a instabilidade de minha essência. Aqui estou criando mais uma vez um refúgio, na esperança de que alguém se encante como eu me encanto fácil nesses cantos recheados de poesia. Tentando mais uma vez buscar meu lado bom, meu lado lírico. Tentando novamente me aceitar, para aceitar a vida. Pondo mais uma vez a água para ferver. Isso é anômalo à minha rotina. Gosto de bebidas geladas. Gosto do frio. Calor só de gente, e só às vezes. Beberei um chá, para que minha inspiração se organize. Para que eu possa lidar com meus pensamentos desorientados, sem a necessidade de uma tal amiga nicotina. Para que eu possa mais uma vez, reinventar o amor. Busco meu chá. Bem vinda, nova tentativa.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Livros que são Meus
- Peça-me o que quiser - Megan Maxwell (?/10/2013)
- A Culpa é das Estrelas - John Green (16/09/2013)
- O Lado Bom da Vida - Matthew Quick
- O Teorema Katherine - John Green
- Millenium III. A Rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson
- Millenium II. A Menina que Brincava com Fogo - Stieg Larsson
- Millenium I. Os Homens que não Amavam as Mulheres - Stieg Larsson
- A Menina que não Sabia Ler - John Harding
- Coração Maligno - Chelsea Cain
- Coração Apaixonado - Chelsea Cain
- Coração Ferido - Chelsea Cain
- A Menina que Roubava Livros - Markuz Zusak
- Harry Potter e as Reliquias da Morte - J. K. Rowling
- Harry Potter e o Enigma do Príncipe - J. K. Rowling
- Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling
- Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling
- Harry Potter e o Prisioneiro de Askaban - J. K. Rowling
- Harry Potter e a Câmara Secreta - J.K. Rowling
- Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling
Marcas Eternas
- Mea vulva, mea maxima vulva.
Em homenagem a Ninfomaníaca.
- Camomila
Em homenagem ao texto das camomilas do K.
- Um coração no pulso
Fruto do incidente de julho de 2014. Feito com lâminas, a princípio. Uma espécie de declaração.
- Borboleta Amarela εïз
- O símbolo do signo de Leão ♌
- Teorema de Fermat x³ + y³ = z³
- A. M. E. (Aimer; Manger; Écrire)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Les Beaux
Rooney Mara as Lisbeth Salander
Rodrigo Pandolfo as Alex
Jude Law as a Gigolo Joe
Marina Ann Hantzis as Sasha Grey
Bianca Comparato as Ana
Jennifer Love Hewitt as Melinda Gordon, or Samantha Horton
Rihanna as Rihanna
Mila Kanis as Lily
Jennifer Lawrence as Tiffany
Emma Watson as Hermione Granger, or Sam
Ezra Miller as Patrick
Rodrigo Pandolfo as Alex
Jude Law as a Gigolo Joe
Marina Ann Hantzis as Sasha Grey
Bianca Comparato as Ana
Jennifer Love Hewitt as Melinda Gordon, or Samantha Horton
Rihanna as Rihanna
Mila Kanis as Lily
Jennifer Lawrence as Tiffany
Emma Watson as Hermione Granger, or Sam
Ezra Miller as Patrick
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Talita
Era um dia de decadência, como qualquer outro daquele ano
insuportável. Ela acordou às 5 da manhã. Tinha dormido apenas uma hora.
Em algumas noites não chegava nem a dormir. Sua mente ultrapassava o que
podia ser dito como turbulento. Lembrou-se da época do colégio.
Costumava acordar nesse mesmo horário, por vezes tendo dormido durante o
mesmo tempo. Sentiu-se estrangulada por lembranças internas que só ele
conhecia. A essa hora ele ainda estaria acordado? Talvez adormecido em
sua poltrona com um caderno no colo.
Seria estranho pensar nele assim quando o conheceu, mas a imagem que tinha agora era marcada pelo forte aroma de cigarros. Era irônico pensar quantas vezes ele tinha insistido para que ela abandonasse aquele vício, enquanto que o efeito foi exatamente oposto. Era como se fosse o cheiro dela, impregnado nele. Seus pulmões eram semelhantes, assim como a melancolia, que nele, ela modelara caprichosamente. Ela refletiu um pouco, e não podia negar que tamanha ironia era divertida, uma espécie de degustação prazerosa da tragédia.
Após algumas sessões de respiração lenta e profunda, ela reuniu
forças, se alimentando apenas da necessidade doentia de observá-lo.
Levantou-se da cama desconfortavelmente fria, e foi vê-lo. Ele estava a
um cômodo de distância, mas ela sentia como se estivesse a uma distância
muitas vezes maior. Como tinha imaginado, ele repousava, de corpo e
mente exaustos, na poltrona também desconfortável. Ela se deu ao
trabalho de escrever um bilhete. Um bilhete bem curto para uma
despedida. Ali, disse que o amava, pediu perdão pelo egoísmo, e
desejou-lhe sorte ao tentar destruir nele mesmo, o que nela nunca tivera
conserto. Então, disse que a vida dele, a partir dali, recomeçaria, e
que ele reencontraria o caminho para a felicidade. Finalizou dizendo onde
ela estaria, e pedindo-lhe que não fosse procurá-la. Dobrou o papel de
modo que ele pudesse ser preso na caneta dele, e lhe deu um beijo longo,
porém sutil, antes de partir.
Saiu. Foi levada instintivamente à rua onde tinha passado tanto tempo desejando o inalcansável e admirando o vazio. Um rio não muito profundo, e não muito limpo também, podia ser visto a uma altura considerável da ponte onde ela se debruçou, a ouvir seu coração acelerado, como se estivesse empolgado com a ideia de parar. Coragem. Ela subiu na grade de proteção. Abriu os braços, com todo o tom de drama cinematográfico. Não fechou os olhos. Caiu. Então respirou pela última vez. Adeus, Talita.
Seria estranho pensar nele assim quando o conheceu, mas a imagem que tinha agora era marcada pelo forte aroma de cigarros. Era irônico pensar quantas vezes ele tinha insistido para que ela abandonasse aquele vício, enquanto que o efeito foi exatamente oposto. Era como se fosse o cheiro dela, impregnado nele. Seus pulmões eram semelhantes, assim como a melancolia, que nele, ela modelara caprichosamente. Ela refletiu um pouco, e não podia negar que tamanha ironia era divertida, uma espécie de degustação prazerosa da tragédia.
Após algumas sessões de respiração lenta e profunda, ela reuniu
forças, se alimentando apenas da necessidade doentia de observá-lo.
Levantou-se da cama desconfortavelmente fria, e foi vê-lo. Ele estava a
um cômodo de distância, mas ela sentia como se estivesse a uma distância
muitas vezes maior. Como tinha imaginado, ele repousava, de corpo e
mente exaustos, na poltrona também desconfortável. Ela se deu ao
trabalho de escrever um bilhete. Um bilhete bem curto para uma
despedida. Ali, disse que o amava, pediu perdão pelo egoísmo, e
desejou-lhe sorte ao tentar destruir nele mesmo, o que nela nunca tivera
conserto. Então, disse que a vida dele, a partir dali, recomeçaria, e
que ele reencontraria o caminho para a felicidade. Finalizou dizendo onde
ela estaria, e pedindo-lhe que não fosse procurá-la. Dobrou o papel de
modo que ele pudesse ser preso na caneta dele, e lhe deu um beijo longo,
porém sutil, antes de partir. Saiu. Foi levada instintivamente à rua onde tinha passado tanto tempo desejando o inalcansável e admirando o vazio. Um rio não muito profundo, e não muito limpo também, podia ser visto a uma altura considerável da ponte onde ela se debruçou, a ouvir seu coração acelerado, como se estivesse empolgado com a ideia de parar. Coragem. Ela subiu na grade de proteção. Abriu os braços, com todo o tom de drama cinematográfico. Não fechou os olhos. Caiu. Então respirou pela última vez. Adeus, Talita.
Escrito originalmente no blog MentesSingulares por mim.