terça-feira, 31 de maio de 2016
Honeymoon - Lana del Rey
But you don't go cause truly
There's nobody for you but me
We could cruise to the blues
Wilshire Boulevard if we choose
Or whatever you want to do
We make the rules
Our Honeymoon
Our Honeymoon
Our Honeymoon
Say you want me too
Say you want me too
Dark blue
Dark blue
We both know the history
Of violence that surrounds you
But I'm not scared, there's nothing to lose
Now that I've found you
We could cruise to the news- Pico boulevard
In your used little bullet car if we choose
Mr. Born to lose
Our Honeymoon
Our Honeymoon
Our Honeymoon
Say you want me too
Say you want me too
Dark blue
Dark blue
There are violets in your eyes
There are guns that blaze around you
There are roses in between my thighs
And fire that surrounds you
It's no wonder every man in town
Had neither fought nor found you
Everything you do is elusive too
Even your honey dew
Our Honeymoon
Our Honeymoon
Our Honeymoon
Dreaming away your life
Dreaming away your life
Dreaming away your life
Dreaming away your life
Dreaming away your life
Dreaming away your life
Ausência
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada."
Vicinius de Moraes, Rio de Janeiro, 1935
Encontrado em http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/ausencia
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Indigestão
Não lavei minha cara
Muito menos penteei o meu cabelo
Eu mal tinha tomado banho
Esses últimos dias
E agora, além de tudo,
Eu tinha acordado assustada
Com medo da única coisa
Que devia representar segurança
Eu nunca aprendia, nunca
Pessoas são tão sólidas quanto rios
Eu ia querer fugir todas as vezes
I need you to say this
I need you to say that
But you're a rebel just like me
Eu não tinha fome alguma
Mas comia como quem quer passar mal
Comia como quem diz adeus
A um lugar que nem chegou a aproveitar
Eu estava cansada de crises
Estava cansada de brigar
Precisava não te contar
Metade das coisas que eu vinha dizendo
Ou dizer tudo de uma forma muito diferente
Eu precisava dormir direito
Ter um tempo para o meu the sims
E os meus trabalhos
Eu não conseguia descansar
Nem no meio das montanhas
Eu não queria saber de futuro
Se eu nem conseguia gostar
De levantar da cama
Quanto mais eu pensava
Que você não entendia nada
Mais eu achava
Que era eu que estava errada
O tempo todo
E esse nosso balé
Tava me cansando
Eu precisava de um tempo sozinha
Pra decidir tomar meus banhos
E pentear o meu cabelo
Para sonhar meus sonhos leves
E para terminar as coisas pendentes
Eu precisava um pouco
Estar ausente de mim
domingo, 29 de maio de 2016
Todas as coisas mal feitas
Ter tomado uma boa dose
Queria antes ter sido
A pessoa ideal pra você
Mas em vez disso
Fiz de minha mão quadro
E tentei enormemente
Não ceder
Acho que não era sobre
Os infinitos medos que eu crio
Talvez fosse muito mais
Sobre a saudade que eu ia sentir
Da minha solidão
Eu esperava que aqui
O universo me trancasse no verde
E me proibisse de usar o celular
Talvez se eu pudesse sofrer
Sozinha, por quatro dias inteiros
Eu voltasse mais feliz para os teus braços
Sem precisar reclamar
Das coisas banais da vida
Sem precisar dizer que sinto sua falta
Eu tentei te dizer
Mas você pareceu se incomodar
Com minha agonia
Eu não devia ter dito
Coisa alguma
Eu deveria ter me trancado
Por vontade própria
Não é assim que funciona
Mentir é ruim
Eu tentei escrever um texto
Não conseguia
Deixei cozinhar por mais um dia
Queria passar horas conversando contigo
Porque quanto mais falasse
Mais tinha chance de me resolver
Sempre parecia
Que tudo que eu estava fazendo era errado
Eu precisava me perdoar,
Seguir em frente
Acreditar em mim
Acreditar em nós
Eu nunca achei que a gente se encaixava
Mas não era questão de encaixar
Eu te amava
E quase todos os dias
Eu gritava pra mim
Que não sabia o que era amar
O que é o amor incondicional
Se não a paciência?
Eu nunca soube administrar
Coisa alguma
Mas quando meu peito apertava
Eu sabia
E quando meu coração se expandia
Sem ter para onde crescer
Eu sabia
Eu precisava torcê-lo
Feito roupa molhada
Doía, como não doía mais nada
Então como poderia
Não ser amor?
A certeza que eu tinha das coisas
Vinha da dor
E mesmo que você não entendesse
Metade das minhas confusões
Eu queria você
Mesmo que quase todas as minhas palavras
Saíssem na ordem errada
E mesmo que eu chorasse de soluçar
Debaixo da coberta
Mesmo que eu passasse
Uns dois dias seguidos sem comer
Você era a melhor coisa que eu tinha
E eu não poderia desistir disso nunca
Eu estava sozinha
Precisava ser assim um pouco
Mas eu só queria estar na sua cama
Eu só queria estar do seu lado
Até sumir
Twisted
I wanna vomit
I'm sorry
Let me be bad
Let me be bad
I say I wanna be rescued
But sometimes I don't
What's freedom?
They ask me
They ask me
The voices inside my head
Why do I have to be mad?
Why am I affraid of that?
I have no idea
Of who I am
That damn caterpillar
Keeps asking
And asking
And I say
Mary Ann
Mary Ann
That's not your name
Merry Ann
Marry Ann
I wanna be loved
But I hate myself to much
But I love myself
In a very dark way
I count butterflies to kill
If I puke them, I'll be free
I guess
What if I feel
Like jumping of a building?
Will somebody understand
That sometimes death means life?
Will you ever understand
That when I say I'm sad
And that I wanna hurt myself
That's just another way
To get back to you?
I don't make any sense,
I think
Again
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Body
For being a woman
Trying to play female roles
But you never get it
You're too sensitive
For properly being a male
But you don't have the body
Required to be a lady
And you don't have the balls
To fuck her
Like them expect you to
Lost in the middle of a sentence
At some random conversation
In a midnight club
Caught in a forced relationship
Prisioner of your own needs
Following a twisted will
Deeply obsessed
About someone's privacy
You wanna be a rebel
You wanna break this walls
And take off your clothes
You wanna be exposed
You wanna be free
But never passive enough
I am too angry to keep my mouth shut
For not being violent
Like is usually expected from us
I am too hungry
I am sexual
Because they told me to
Because they told me not to
I'm too soft, too vulnerable
To keep convincing them
That I am right
That I don't have to be pretty
Like they say I must
That I don't have to be quiet
Like they say is safe
I can never be alone
At some empty street at dawn
That's not my place
I'm not clean enough to be a woman
I'm not big enough to fuck another
I need to explode
I need to find some peace
To chose a gender
We wanna go out
We need to belong somewhere
I'm never down enough
You're never high enough
Our indentities are so lost, so lost
Our sexuality grows and grows
And there's no space
Frustrated, lonely souls
Mad at everybody
Bored with our own bodies
We search for meanings
Through our orgasms
Like it could ever tell us
Who we are
Like a new society's mistake
Who made us,
Didn't do it much straight
We need to build ourselves
Higher and higher
Like a brutally capitalist skyscraper
We live with a huge chaos deep inside
We need to find
We need to find a way to survive
So we run and scream and fight
So we fuck like tomorrow will never come
Selfish motherfuckers with rage
Crying on our pillows
That's ok
We'll fix it later
We'll find another way to be kind
And maybe balance our karma
They never let us be someone
Hope we'll never come back
Hope we'll never come back
domingo, 22 de maio de 2016
Weakness
Chaotic hair
I open my legs
In front of the mirror
Just like you told me to
Naked
Habituation
I don't know if I trust you enough
I feel dirty
I feel exposed
It would be so different
With your hands on my skin
I open my legs
Scared of what I'm doing
Confronting myself
I have to deal with my own image
If I wanna show it to you
It's hard, a little
I have to be a rebel
I have to forget
Go insane
And I feel like you deserve it
You'd probably like to see me,
Anyway
But I feel weak
Insecure
About everything
It's always like that
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Eu menti pra você.
Eu minto só pra praticar.
Depois, minto por compaixão.
Então, eu minto por destruição.
E aí, eu minto por amor.
Minto por proteção,
Minto por liberdade.
Minto pra não dizer a verdade,
Minto para ter chão.
Minto, minto por capricho,
Minto por vício.
Minto e mentir não é
Nenhum sacrifício.
Minto para caber,
Para não morrer,
Para não sofrer,
Para ser só.
Minto
E me sinto bem com isso.
Minto para o amor da minha vida.
Minto - tento mentir - para o universo.
Minto, todo mês, que me despeço.
Minto para os meus pais
E para todo o resto.
Minto pela manhã, quando me digo alegre.
Minto quando digo que quero morrer.
Quando eu odeio o mundo,
Quando me amo.
Minto quando quero ficar longe de você.
Minto, como se fizesse sentido.
Para o meu melhor amigo,
Para a minha face refletida,
Minto que não estou sendo ferida.
Minto que isso tudo é só prazer.
Minto, porque tenho talento,
Porque tive treinamento,
Porque precisei, porque sinto,
Porque posso, eu simplesmente minto.
Para que ninguém
Nunca possa me reconhecer.
Infância
Comi um croissant de chocolate
Pelos velhos tempos
E um cachorro-quente esquisito
A moça fez sua propaganda
E eu não dei a menor bola
Pro que ela disse
Eu queria você
Você estava mal
Eu só queria te amar
Não era possível
Eu precisava também ser você
E eu não sabia como
Torcia para que tentar
Todos os dias
Fosse suficiente
E se não fosse?
Eu não queria surtar
Eu não podia
Me prometi que ia me aguentar
Eu precisava ser forte
Crescer e me segurar
Eu precisava ficar bem calma
Mas quando ria sentia culpa
Quando dormia doía
E quando eu percebia estava triste
Triste de novo
Eu tinha que me esconder de você
Enquanto saí de casa,
Cansada
Não tinha dormido direito,
Obviamente
Pensava num jeito
Chorava
Por dentro
E carregava a certeza
De que meu dia seria isso
Mas comi um croissant de chocolate
E a vida ficou um pouco mais leve
Conversei com mais uma doida simpática
Eu poderia abraçá-la cinquenta vezes
Perder meu dia ali,
Conversando
Sendo doida também
Você me apertava por dentro
Com a força das mãos de uma criança
Que segura a saia da mãe
Na multidão
Tudo deveria ser simples,
Alegre
Mas eu tinha frio
Um frio de quem sabe amar de longe
Um frio de quem sente saudades
De quem sopra um amor que se perde no ar
Eu não queria me levantar
Mas quando fui, valeu a pena
Uma caixa nova de lápis de cor
Uma amiga
Uma nostalgia na língua
E um relato repetido para Rosa
Eu te amava tanto
Que não fazia ideia
De onde colocar o meu amor
E se eu fosse tua, tua
Ainda choraríamos os dois?
Eu sabia que você podia me salvar
Já estava, até
Mas e eu?
Eu podia te salvar também?
Não queria te perder no parquinho
Não queria pensar
Em você ralando os joelhos
Caindo no chão