quinta-feira, 30 de julho de 2015

Turismo

São tantos sinais
Que eu encontro no universo
Que chega me doi a cabeça
Eu não sei onde me enfio
Com tamanha enxaqueca
Não sei onde descalço meus pés
Triturados como tijolos
De tanto seguir o carneiro
Morro acima e abaixo

Estou exausta
Só queria a minha casa
Minha gente
Meus monstros de sempre
Nada de carro, avião ou serra
Nada de terra, nada de mar

Meu velho concreto,
A calçada suja,
Aquela velha buzina na janela
Quero minha cama, meu cobertor
Mais do que ser amada
Estou me perdendo por aqui
Sufocada e tonta
Em excesso de tudo
Turista demais do mundo

Só e transbordada
Que chega doi tudo mesmo
Que chega me faz um caco
Me acaba de vez

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